textos imcomplet.


abril 19, 2008, 8:44 pm
Filed under: invisíveis

elas são muito. e hécules não vai além de.

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março 9, 2008, 5:40 pm
Filed under: invisíveis

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desistiu na noite de ontem. não fará mais apostas, não inventará mais encontros. se deu conta: é monstro, pior que vampiro.  [e está decidido]



março 8, 2008, 5:14 pm
Filed under: teatros

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Ana Muitas vezes tenho saudade das tuas pequenas roupas. Eram tão macias! (Sorrindo) Tinhas uma touca, que por engano meu, quase te cobria os olhos. 

Maria (Seca) É bem do que eu preciso ainda hoje.  

Ana (Meiga) E uma camisola tão comprida… branca. Nos punhos e no decote, coloquei umas fitas. E te arrastavas, choravas, se de repente, na noite, não me vias. 

Maria Agora te vejo sempre. 

[o visitante – hilda hilst]



fevereiro 19, 2008, 7:08 pm
Filed under: teatros

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Olga. 

Feliz cumpleaños, Alicia. Te sorprende mi carta. Bueno, después de tantos años tuve ganas de saber de vos. Y de que supieras de mí. No me animé a hablarte por teléfono, por eso. Tenía miedo de que cortaras al oír mi voz. Cómo está (…). Siempre me acuerdo de (…) con tanto afecto. Creo que deberíamos aclarar lo que pasó. Después de todo, no fue tan grave. A veces se mete la gente en el medio, y distorsiona lo que una dijo. En fin, que una amistad de tantos años no puede desmembrarse así por una habladuría. Lo que yo siento, y sentí siempre, por (…) es afecto. Nada más. Cómo se te puede ocurrir que yo fuera capaz de una cosa así. Me enojé mucho cuando me enteré, para qué te lo voy a negar.

[ excerto de ‘los trabajos de olga’ – marcelo bertuccio]



fevereiro 16, 2008, 5:36 pm
Filed under: Sem-categoria

parte de algo antigo.

Carta ao P.

Creio em Deus Pai,

Pai,

Todo-poderoso,

Ontem vi no céu um pássaro, que você nem vai acreditar,

Criador do céu e da terra.

Era como o nosso Jesuíno.

E em Jesus Cristo,

Ele era tão bom pra gente, pra mim pelo menos.

Seu único Filho, nosso Senhor,

O de ontem era como um buraquinho no céu,

Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo.

Um corpo preto, lá longe, parecia parado.

Nasceu da Virgem Maria,

Quando o J. dormiu foi o tio Polônio que me ajudou a preparar o funeral, todo o mausoléu.

 Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.

Ninguém esperava nada dele, do tio P., o tio mudinho, mas foi ele que.

Desceu à mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia.

Eu tinha certeza de que o J. voltaria.

Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,

E agora eu vi, como um b. lá no alto.

Donde há de vir julgar os vivos e os mortos.

Como anda o tio P., ainda anda?

Creio no Espírito Santo,

E o problema da baba e daquele caninho horrível?

Na Santa Igreja Universal,

Hoje é meu vigésimo dia aqui.

Na comunhão dos santos,

Já não agüento mais.

Na remissão dos pecados,

Não, isso não é uma carta.



fevereiro 16, 2008, 5:29 pm
Filed under: invisíveis

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enzo se cansou do tédio e pede aos fantasmas que lhe apareçam.  

[para negociações com sua descrença]



fevereiro 15, 2008, 4:46 pm
Filed under: invisíveis

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edith,

eu te vendo/ e teus olhos negros.

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